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10 cartazes por uma sociedade mais responsável sócio-ambientalmente.
Exposição de Alexandre Magno
Solar do Barão
Junho CWB
O macaco ambicioso

O homem gosta de se aplaudir. Falar de suas conquistas. Pendurar na parede diplomas, recortes, fotos do telescópio Hubble e com celebridades. Diz que faz e que acontece. Foi à Lua, dividiu o átomo, faz melancia quadrada, enfeitou o rabo do pavão. Se acha, enfim. Mas, para mim, o homem não passa de um macaco ambicioso.
Há 6 milhões de anos um macaco metido à besta desceu de uma árvore e se sentiu como aqueles guris bobos andando de bicicleta. ” Olha, mãe! Sem uma mão! Olha, mãe, sem a outra mão! Olha, mãe… sem dente!”. Aplaudimos a ambição que nos empurra para frente, mas ela está nos levando para a beira do abismo. Nos últimos 50 anos, destruímos o planeta mais que nos últimos 5mil anos. E nos auto-entitulamos “Homo sapiens”. Sabido é o tatu, o siri, o camarão, não uma espécie que elege George Bush como líder do mundo livre.
Não bastassem esses fortes indícios de sorvete na testa, tiramos onda dos verdadeiros espertos. Os índios, que tentam viver em harmonia com a natureza, sendo filhos do ecossistema e não madrasta, são “apelidados” por nós de selvagens. Selvagens eles? Não poluem o rio, não queimam a floresta, não pagam IPTU, não jogam filhos pela janela e são selvagens?
A ambição do macaco está destruindo a árvore. E tem macaco cientista que diz que a solução é a exploração espacial. Foder a árvore alheia é a saída. Cuzão espacial, aqui vamos nós. Numa ilha-planeta no meio do lago do Passeio Público de Curitiba, vive uma família de macacos-aranha. Sempre que passo por lá os vejo ao sol, no alto da maior árvore. Nunca estão embaixo, no térreo, sempre lá em cima, na cobertura quadriplex. Não sei por que estão sempre lá em cima. Mas meu palpite é que eles não querem estar no mesmo nível dessa macacada que se arrasta em pé.
Eduardo Visinoni
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