+art-office


mais arte nas ruas by maisartmenosoffice
27 agosto 2007, 16:40
Filed under: Arte

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A notícia não é recente, mas não poderia faltar no +art-office.
A Nationall Gallery, de Londres, em campanha para aumentar sua visitação, leva para as ruas reproduções de obras primas que fazem parte de seu acervo. Postado no Olhar Comum em 17 de agosto de 2007.

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humor britânico by maisartmenosoffice
27 agosto 2007, 15:35
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Foto de Maurício Medeiros na ruas de Liverpool. Os ingleses estão precisando de +ar-office!

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by maisartmenosoffice
17 agosto 2007, 12:28
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Precisamos de menos fanáticos tecnológicos e mais poetas em nossos departamentos de design, e mais artistas, mais músicos de jazz, e mais dançarinos.

Tom Peters, no livro Essential.



poesia combina com negócios? by maisartmenosoffice
17 agosto 2007, 12:07
Filed under: Uncategorized

O premiado poeta americano Dana Gioia é uma figura meio esquisita. Amante das letras desde garoto decidiu que a melhor forma para aprimorar sua poesia era virar um homem de negócios. Foi executivo durante 15 anos e largou a carreira quando era vice-presidente da gigante American Foods (que se fundiu há alguns anos com a Kraft, dona da Lacta). Hoje dirige a National Endowment of the Arts, a agência americana de apoio às artes. Numa entrevista ao site da Wharton School, conta que foi estudar administração em Stanford porque achava que a carreira o colocaria em contato com a linguagem e a preocupação das pessoas atribuladas com atividades mais comuns. A vida acadêmica, um destino freqüente dos poetas, lhe interessava muito pouco. “Sou a única pessoa na história que entrou numa escola de negócios para ser poeta”, diz. Acha que a sua arte ganhou com a decisão e que o mundo dos negócios tem igualmente muito a aprender com a poesia. Na sua opinião, as pessoas que vão bem no início da sua vida profissional estão, em sua maioria, despreparadas para os desafios dos níveis mais altos. “À medida que uma pessoa sobe na carreira e lida com problemas de maior monta, as suas decisões passam a ser predominantemente qualitativas e criativas”. Por isso, os que se dedicam a atividades criativas fora do trabalho levam vantagem. Reclama da mercantilização cultural. “Eu me preocupo com uma cultura que troca os prazeres desafiadores da arte pelo conforto fácil do entretenimento”, afirmou.

Fonte: Marcelo Coppola, editor-executivo de Época NEGÓCIOS
www.bloginovacao.globolog.com.br



letrinhas e figurinhas by maisartmenosoffice
16 agosto 2007, 11:13
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Este blog tem uma proposta universal, no sentido em que seu conteúdo valoriza manifestações culturais de qualquer área, imagem e texto expressando e reafirmando o conceito +art-office, o que inclui a divulgação artística e tecnológica, moda, comportamento e tendências.

Sendo assim, a literatura não poderia deixar de estar presente, mesmo ou principalmente, quando se trata de um blog criado e mantido por um estúdio de design direcionado para a comunicação integrada. O conto a seguir, inédito e assinado por pseudômino, foi escrito por um dos membros da equipe artoffice. Bem construído e instigante, o texto não deixa de ser uma prova de que designers não vivem só de figurinhas, helvéticas, futuras e garamonds. Boa leitura e não deixe de enviar seu comentário.

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O Castelo

Quem não se lembra? Basta dizer Maria Alcântara, que a memória se
volta para o fim do século monárquico. Ah… Uma Deusa, proclamam
uns, outros dão com os ombros. Afinal, o que faz uma mulher de
quarenta anos virar uma prostituta de tão alto escalão?
Vejamos.

A sociedade paranaense era quieta, quase que antiquada devido aos
costumes silenciosos. E as noites, dos que não estavam no Cunha
Clube, estavam no inferno mais poderoso da indústria do
entretenimento e da putaria.
Ora essa! Vão me dizer que acreditam que o Castelo Windsor, da rua
dos Cadetes, era uma casa de chás? Ou uma bela oficina de artes?
Era sim um inferno criado e domado pelo renomado Barão de Cecília. Ao
chegar na casa a dama colocava os pés sobre almofadas ricamente
bordadas, por francesas, e aguardava um servo. Os jovens das mais
distintas casas nobres aliviavam ali suas mais pretenciosas noites de
luxúria, embora a casa fosse para mulheres. Eram os servos. Bonitos e
dignos jovens.
Faziam-se um revezamento. A dama chegava e aguardava no pé da escada,
em um dos canapés. O rapaz aparecia no começo da escada e aguardava a
moça subir.
O lugar, extremamente escuro, ajudava para a não identificação do
jovem, e honra da dama. Ambos recolhiam-se em um dos quartos.
Prazeres partidos e desejos praticados, saía a dama. A jovem
retornava para a sala dos servos, onde a fila sempre andava, para
novamente tomar outra mulher por posse.
O valor era extremamente alto, isso condizia com os mais nobres nomes
que adentravam a casa de chás da rua dos Cadetes.

Em uma noite de sexta-feira, Maria Alcântara, a bela e simpática
mulher que ocupava a cadeira de esposa do mais influente monarca da
capital paranaense, apareceu no Castelo. Sabia muito bem como
aconteciam as coisas. Sentou-se no sofá do lounge, e aguardou o moço.
No pé da escada um jovem alto e de estrutura máscula fez presença.
Maria subiu, conduzindo seu belo corpo e adereços que só uma mulher
de seu calibre dispunha.
Não ouve voz alguma, apenas uma mão firmemente a puxou e colocou-a em
uma macia cama. Os beijos, as carícias, elevados à mais alta exuberância da
luxúria tomou conta de ambos.
Logicamente o Barão postou seu melhor jovem para atender a rica
cliente. E foi além das expectativas. Saiu muito interessada em
retornar à casa. Em conversa particular pediu encarecidamente para o
Barão conceder que na próxima vez o jovem estivesse em local claro, e
que fosse o mesmo da vez anterior.
Devido tamanha fortuna que era designado ao Barão para consentir com
os desejos da Sra. Alcântara, seu pedido foi aceito.

Marcado o dia, lá estava a bela de olhos claros. Sentada sobre um
canapé musgo, somente com os brincos cobrindo sua pele. Aguardava o
jovem que a fez sonhar dia após dia durante as duas semanas que
passaram.
Era realmente belo o jovem. Maxilares firmes, ombros largos, vinha
somente de calça e sapato. A parte superior nua.
O rosto, em pele morena e firme, era ferido por um par de olhos
verdes. Sobrancelhas grossas. Mãos firmes e grandes. Surpreendeu-a,
pois chegou pela porta de trás, enlaçou-a e deu-lhe um beijo na nuca.
Maria Alcântara, depois de tal data, jamais apareceu em casa. O
marido, pasmo, sumiu na Europa, deixando os filhos.
Há quem diga que foi pelos desejos, naquele luxuoso quarto do
Castelo, que Maria resolveu dar seu desejo e prazer aos homens, em
troca de ouro. Outros dizem que a fortuna Alcântara estava acabada.
Mas nem um deles acertou.
A resposta disso tudo era simples, e básica.
A ruína de Maria foi conhecer o jovem por quem tinha se apaixonado,
seu nome era Eduardo Helio, e o chamavam de Alcântara.
Ser uma prostituta era até nobre para a mulher que havia dado seus
prazeres e se apaixonado pelo próprio filho.

Cesarion

Ilustração: tratamento gráfico sobre desenho de Guido Crepax



é agora josé by maisartmenosoffice
16 agosto 2007, 10:46
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Com a ida do Maurício para Londres, sobrou pro Zé a responsa de tocar a Criação e manter o padrão de qualidade Art Office no dia-a-dia do estúdio. Super-ágil e bem-humorada, a equipe tratou logo de manifestar seu apoio ao novo líder with a little help from Carlos Drummond de Andrade.

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cabeçalho do carilho by maisartmenosoffice
15 agosto 2007, 19:29
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700 por 200 pixels: esse é o formato do cabeçalho (ou header) do +art-office e é a primeira coisa que vemos quando acessamos o blog, funcionado assim, em termos de impacto e atratividade, como se fosse a capa de uma revista. No caso, uma revista semanal, período mínimo de atualização de um blog. A idéia então é estampar um header novo a cada 5, ou 7 dias, traduzindo visualmente o conceito. Quem tiver a mão que se apresente e dê sua versão gráfica do que vem a ser mais arte e menos office: leia o minifesto, sinta a pegada e ponha a boca no trombone. Vale foto, desenho, charge, caricatura, graffiti, poema escrito em guardanapo e o escambau. A preferência é por material inédito, criado especialmente para o blog. Trabalhos de terceiros (uma foto ou charge retirado de uma revista, por exemplo) terão de ser acompanhados dos dévidos créditos e, eventualmente, de uma licença expressa do autor.